2015-06-16
Focado no balanço da política de desenvolvimento rural, este número do jornal Pessoas e Lugares pretende apresentar diferentes olhares sobre a performance e os resultados dos programas de desenvolvimento rural no período de programação que agora está a terminar com destaque para a abordagem LEADER.
A política de desenvolvimento rural é em geral associada ao segundo pilar da Política Agrícola Comum (PAC) e ganha forma através dos Programas de Desenvolvimento Rural. Em Portugal, entre 2007 e 2013 (na prática até 2015), estes programas foram o PRODER, no Continente, o PRORURAL nos Açores e o PRODERAM na Madeira e o Programa para a Rede Rural Nacional para todo o país com o objectivo de melhorar a interacção entre agentes.
Esta edição do Pessoas e Lugares conta com uma entrevista ao Secretário de Estado da Agricultura que faz um balanço positivo da política de desenvolvimento rural e testemunhos dos Gestores dos PDR Portugueses que se pronunciam acerca dos PDR, do LEADER e dos Grupos de Acção Local.
Salientando os resultados obtidos pela Abordagem LEADER, Regina Lopes a diretora do Pessoas e Lugares refere que "as soluções obtidas até agora [na programação] são pouco coerentes e eficazes e não respondem de uma forma mais integral às questões a que é preciso responder nos territórios rurais" e aponta ainda a necessidade de "um nível de articulação entre os decisores políticos e na administração cujo processo exige a superação de barreiras históricas e a coordenação de diferentes tutelas" para implementar com sucesso o novo modelo de DLBC plurifundo.
Num artigo de opinião surpreendente, Francisco Cordovil, investigador do INIAV traça "a evolução da agricultura portuguesa na última década" como "a mais negativa desde a adesão à União Europeia". Custódia Correia, coordenadora da Rede Rural Nacional (RRN) olha para as actividades de RRN e evidencia as aprendizagens para o período de programação 2014 - 2020.
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]