2017-01-13
Como envolver jovens de um território para eles assumirem um papel ativo na gestão de bens comuns da sua comunidade? Integrando-os em Escolas Comunitárias. É este o propósito do recém-lançado projeto transnacional COMUNIX, suportado por uma parceria entre o Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, a cooperativa cultural Trespés da Galiza, e a instituição de propriedade coletiva Partecipanza Agraria de Nonantola de Modena (Itália).
A criação, o teste e a implementação de Escolas Comunitárias que vão desenvolver com jovens entre 15 e 30 anos, em Portugal e na Galiza, o tema da governação de bens comuns, é o objetivo a que se propõem os concetores desta abordagem inovadora alicerçada na aprendizagem informal e não formal. Pretende, deste modo, sensibilizar os jovens para a forma como o seu território é governado e a trocar experiências sobre a gestão dos recursos comuns das suas terras. Os jovens vão ficar capacitados para participar ativamente na gestão das terras no futuro, consciencializando-os para os desafios com que se confrontam estas áreas e comunicando-lhes possíveis formas de os superar à escala europeia.
Ao longo dos doze meses de duração do projeto, vão ser recrutados 20 jovens, portugueses e espanhóis, que vão participar nas Escolas Comunitárias e ter ações de formação com vista a tornarem-se peritos no seu próprio território e futuros tutores para outros jovens, entre outras actividades.
As Escolas Comunitárias vão ser implementadas, contando com a colaboração das comunidades locais que gerem terras comuns. Os agentes locais vão ser, desde o início, associados a esta iniciativa, enquanto parceiros fundamentais para a sua disseminação e sustentabilidade.
O COMUNIX, financiado pelo Erasmus+, Programa para a Educação, Formação, Juventude e Desporto, vai realizar a reunião de arranque do projeto a 4 de fevereiro, em Modena.
Documentos Anexos:
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]