GREENPARK: cooperação e inovação nos parques nacionais da Letónia

2026-10-14

Uma delegação do Grupo de Ação Local (GAL) da ATAHCA participou, entre 5 e 10 de outubro, numa visitade estudo e intercâmbio aos parques nacionais de Gauja, Rāzna e Ķemeri, na Letónia, no âmbito do projeto de cooperação transnacional GREENPARK.

A comitiva reuniu autarcas, dirigentes associativos locais, elementos da equipa técnica e empresários ligados ao turismo e à animação turística em meio rural. Ao longo da visita, os participantes conheceram experiências desenvolvidas nos territórios dos GAL parceiros dos distritos de Cēsis, Rēzekne e Tukums, que abrangem áreas rurais e costeiras.

Conhecimento partilhado para territórios mais sustentáveis

O GREENPARK procura aproximar Grupos de Ação Local, entidades gestoras de áreas protegidas, municípios, associações de turismo, empresas rurais e agentes culturais. O objetivo é promover a transferência de conhecimento, a troca de experiências e a inovação, contribuindo para respostas conjuntas aos desafios dos territórios rurais inseridos em parques nacionais ou naturais.
A participação da ATAHCA conta com o apoio do PEPAC no Continente, no âmbito da tipologia de intervenção D 1.1.2 — Cooperação.

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Boas práticas em turismo, empreendedorismo e património

O programa incluiu um seminário em Cēsis sobre a biorregião do Parque Nacional de Gauja, a Carta Europeia de Turismo Sustentável da EUROPARC e o empreendedorismo turístico em áreas protegidas. A delegação visitou ainda projetos apoiados pelo LEADER em Līgatne e Vecpiebalga, ligados à produção de vinho, animação turística, porcelana, apicultura e artesanato.
Na região do Parque Nacional de Rāzna, foram apresentadas iniciativas de valorização patrimonial, cultural e turística, entre as quais a reabilitação do Solar de Lūznava, projetos de gastronomia assentes em produtos locais e experiências de cerâmica tradicional. A visita incluiu também uma reunião do Comité de Direção e Coordenação do GREENPARK, dedicada à preparação das próximas atividades do projeto.
No Parque Nacional de Ķemeri, a comitiva contactou com promotores de projetos apoiados através do FEAMPA e do FEADER. Entre as experiências conhecidas estiveram iniciativas de educação ambiental e observação de aves no Lago Kaņieris, atividades de bem-estar e valorização de recursos naturais nos Prados de Dare e percursos artísticos e sensoriais em ambiente florestal.

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Cooperação com impacto nos territórios rurais

A visita permitiu conhecer modelos de gestão, iniciativas empresariais e soluções de turismo sustentável adaptadas a áreas protegidas. O intercâmbio reforçou a importância da cooperação entre instituições, comunidades e agentes económicos para valorizar os recursos locais, diversificar a economia rural e conciliar conservação da natureza com desenvolvimento territorial.

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Para conhecer o programa completo da visita, os projetos apresentados e mais informações sobre o GREENPARK, consulte a notícia publicada no site da ATAHCA.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]