Estatuto de Jovem Empresário Rural discutido em Monchique

2022-07-07

No âmbito do projeto "JER | Jovem Empresário Rural - Cultivar Ideias, Dinamizar o Espaço Rural", liderado pela AJAP - Associação dos Jovens Agricultores de Portugal, em parceria com a Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, a Federação Minha Terra e a Confederação Nacional dos Jovens Agricultores e do Desenvolvimento Rural, foi realizado, no passado dia 30 de junho, em Monchique mais um seminário sobre o estatuto de Jovem Empresário Rural.

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Na intervenção na sessão de abertura, a Federação Minha Terra apelou a uma reflexão mais ampla sobre o desenvolvimento dos territórios rurais, relacionando-o, com a comunicação da Comissão Europeia aos Estados Membros, sobre a Visão de Longo Prazo para as Zonas Rurais, que defende uma abordagem mais integrada das diferentes políticas e a valorização da participação dos cidadãos para responder aos desafios societais, reconhecendo as especificidades de cada território rural. Segundo a Minha Terra, o estatuto de Jovem Empresário Rural, apela a esta transversalidade e por isso “é uma boa ferramenta de apoio ao desenvolvimento rural, entendido não como o segundo pilar da PAC, mas sim o como processo e os resultados da criação de condições para uma vida melhor nos territórios rurais.

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O Estatuto de Jovem Empresário Rural foi criado a 18 de janeiro de 2019 pelo Decreto-Lei n.º 9/2019, com o objetivo de promover a instalação e fixação de jovens empreendedores em zonas rurais, com vista à dinamização económica e demográfica dos territórios, à diversificação das atividades e à valorização e qualificação dos recursos endógenos, através de um conjunto de medidas de discriminação positiva.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]