Declaração do Grupo de Coordenação do Pacto Rural sobre o futuro das zonas rurais

2024-12-23

A declaração do Grupo de Coordenação do Pacto Rural, adotada em 12 de dezembro de 2024, é uma resposta coletiva às questões levantadas no relatório da Comissão Europeia sobre a visão de longo prazo para as zonas rurais da UE, de março de 2024. Tem como objetivo informar e influenciar as políticas futuras com propostas específicas para prestar um melhor apoio às comunidades rurais.

Destacando a importância das áreas rurais, não apenas para os seu habitantes, mas para o bem-estar económico, ambiental e social mais amplo da União Europeia como um todo, a Declaração pede:

  • Aumento e racionalização do financiamento das zonas rurais através de uma dotação mínima obrigatória de todos os fundos da UE pós-2027 e de uma maior dotação para as abordagens de base local e comunitária, como o LEADER e as Aldeias Inteligentes;
  • Reforço da coordenação entre os órgãos administrativos pertinentes a todos os níveis de governação, com aplicação obrigatória do modelo do Pacto Rural, com a devida coordenação e orientação e formação para a aplicação da «verificação rural»;
  • Reforço das capacidades dos intervenientes locais, nomeadamente no que diz respeito ao acesso ao financiamento, com intervenções adaptadas que reflitam a diversidade das zonas rurais e as suas necessidades específicas, e utilização alargada de dados para fundamentar políticas futuras baseadas em evidências concretas e em resultados.

O documento é resultado de um processo participativo no quadro do Pacto Rural, com a promoção de um questionário que recolheu opiniões sobre as diferentes questões levantadas pela Comissão.

A declaração, bem como uma versão abreviada, podem ser consultadas ou descarregadas em anexo.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]