Declaração da MANIFesta 2022 disponível para consulta e subscrição

2022-07-21

Decorreu, nos dias 1 e 2 de julho, na Covilhã, a 14.ª edição da MANIFesta – Assembleia, Feira e Festa do Desenvolvimento Local, sob o lema "Construir Comunidades Justas e Sustentáveis".

Ao longo de dois dias, estiveram envolvidas mais de 100 pessoas e 57 entidades na organização deste evento, na sua maioria representativas do tecido associativo (local e nacional), que contribuíram para a realização de 1 caminhada, 1 prova gastronómica, 10 debates, 1 Assembleia de Jovens, 1 Feira Troca a Tod@s, 1 Feira do Livro Dado, 1 oficina de dança, 1 oficina de música, 23 oficinas mãos na massa e 26 partilhas de experiências, tendo sido alcançada a participação de mais de 200 pessoas.

Em resultado dos debates e reflexões realizadas, foi elaborada a Declaração da MANIFesta, que representa a diversidade de um coletivo de 12 organizações e foi construída a partir da inspiração e da intervenção da sociedade civil organizada e que se encontra disponível para subscrição.

É um MANIFesto que:

  • Põe em comum experiências de Desenvolvimento Local a partir de um foco, o território, dois valores, a igualdade e a democracia, e dois meios, a abordagem socioecológica e a educação.
  • Cria pontes entre movimentos sociais e as respetivas agendas, em colaboração e cooperação.
  • Resulta de um espaço de aprendizagem, partilha e aprofundamento, que procura responder aos desafios societais e da sustentabilidade com o propósito de promover a justiça social, a dignidade, a participação e a regeneração dos ecossistemas que suportam a vida.
  • Afirma a necessidade de submeter as decisões políticas a critérios associados à procura do bem comum, à proteção do ambiente e ao combate às alterações climáticas, considerando as gerações presentes e futuras.
  • Exige o reconhecimento da sociedade civil organizada e a valorização das entidades da economia social e solidária, enquanto parceiras ativas na construção, monitorização e avaliação de políticas públicas.
  • Identifica a necessidade de as políticas públicas, e de as medidas que as concretizam, assumirem um carácter de continuidade a médio e longo prazo.
  • Defende a cultura, a educação de base comunitária e a cidadania como fatores emancipatórios de comunidades e pessoas.
  • Identifica ações que contribuam para a transformação de um sistema gerador de desigualdades sociais e de pobreza, promovam a saúde para todas e todos, e instituam a igualdade como princípio estrutural.
  • Valoriza iniciativas transformadoras, o conhecimento local e outras formas de conceber a sociedade e a economia na sua relação com o ambiente.
  • Apela a processos de avaliação centrados no impacto real e efetivo das intervenções na transformação social rumo a uma sociedade de bem-estar, em detrimento de meras métricas de execução e de obtenção de resultados de curto prazo.

A Declaração está disponível em anexo.

Para subscrever a Declaração deverá enviar um e-mail para geral@animar-dl.pt, cujo assunto deverá ser "Subscrição da Declaração da MANIFesta". No caso de ser uma entidade deverá indicar o Acrónimo – Nome da Entidade. Já no caso de  ser uma cidadã ou cidadão deverá indicar o primeiro e último nome e a profissão.

Documentos Anexos:

Declaração da MANIFesta


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]