2016-06-15
A iniciativa, promovida pela MONTE e o IMVF, realiza-se no dia 24 de junho, entre as 10h00 e as 13h00, no Hotel D. Fernando, em Évora.
A partir de três experiências de Economia Social e Economia Solidária do Brasil e de Portugal, este debate tem como objetivo trocar experiências e boas-práticas que permitam dar resposta a um dos principais desafios que se colocam hoje em diversos territórios: a promoção da igualdade, dos direitos humanos e da sustentabilidade.
Edlisa Peixoto, realizadora do documentário “Palmas”, vai apresentar a história de uma comunidade cearense que transformou a sua situação inicial de “moradores de favela”, na década de 70, e criou uma série de soluções inusitadas para resolver os seus problemas socioeconómicos, o que resultou na criação de uma moeda própria - o PALMAS - e do primeiro Banco Comunitário do Brasil - o Banco Palmas.
Elisabeth Grimberg, sócia-fundadora do Instituto Pólis, em São Paulo, no qual é coordenadora da Área de Resíduos Sólidos vai apresentar o papel das organizações de Economia Social e Economia Solidária no contexto dos resíduos recicláveis. Através da sua apresentação vamos ficar a conhecer o processo de construção da defesa do direito dos catadores de lixo (trabalhadores de recolha de lixo), enquanto categoria de trabalhadores no campo da recuperação de matérias recicláveis; a criação do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e dos Fóruns Lixo e Cidadania ao nível local, estadual e nacional; e ainda as conquistas e desafios na perspetiva da mudança de paradigma de gestão de resíduos no Brasil: o papel das cooperativas de catadores e do setor empresarial.
Marta Alter, Diretora técnica da ONGD MONTE- A MONTE desenvolve um trabalho de referência no domínio social, económico e ambiental. Tendo em vista a promoção do Desenvolvimento Integrado e Sustentável na sua área de intervenção, os seus projetos e suas parcerias têm um forte impacto junto da sua comunidade e no seu território. O Relatório “Boa Prática de ESS – o caso da MONTE ” promovido no âmbito do presente projeto demonstra claramente porque considerámos que a MONTE e as suas iniciativas constituem exemplo de partilha e de replicação.
Entrada livre mas sujeita a inscrição.
Programa completo em anexo.
O projeto Economia Social e Solidária é co-financiado pela União Europeia e apoiado pelo Camões – ICL.
Documentos Anexos:
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]