Conferência “Do Prado ao Prato” discutiu o futuro da alimentação na União Europeia

2020-10-19

A Federação Minha Terra participou na conferência “Do Prado ao Prato”, promovida pela Comissão Europeia nos dias 15 e 16 de outubro. O evento, que assinalou o Dia Mundial da Alimentação, discutiu a construção de sistemas alimentares sustentáveis no âmbito da futura Política Agrícola Comum e da estratégia “Do Prado ao Prato” do Pacto Ecológico Europeu (Green Deal).

A conferência discutiu a necessidade de melhorar os processos de produção, transformação e comercialização dos alimentos, assim como os hábitos alimentares dos consumidores e a gestão dos desperdícios. Foram abordados os objetivos prioritários, as formas como deve ser feita a transição, as medidas que deve abranger, quem devem ser os principais atores e os resultados e impactos esperados.

As questões foram abordadas sob várias óticas dado que o evento contou com a participação de empresários e stakeholders dos setores da agricultura e da pecuária, decisores políticos, representantes de ONG e outras instituições, especialistas e académicos.

Destaca-se também, no âmbito da conferência, a apresentação dos primeiros resultados de um inquérito promovido pela Comissão Europeia em agosto e setembro em todos os países da União, sobre as expetativas dos cidadãos relativamente ao futuro da alimentação, que recolheu mais de 27 mil respostas. O estudo, cujo relatório deverá ser publicado no próximo mês, mostra que os consumidores associam a alimentação sustentável mais à qualidade, segurança e efeitos dos alimentos na saúde do que aos impactos da produção, distribuição e consumo no ambiente e no clima.

É possível ver ou rever a conferência aqui (dia 15) e aqui (dia 16). A Comissão Europeia pretende que esta conferência se repita anualmente.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]