Ciclo de Cinema Etnográfico

Maio 2008

O MONTE, Desenvolvimento do Alentejo Central promove no Centro de Artes Tradicionais em Évora, o 1º Ciclo de Cinema Etnográfico. Este Ciclo de Cinema surge na sequência do vasto trabalho desenvolvido ao longo dos anos em prol dos saberes, artes, identidade e culturas locais. Associada à promoção das artes e ofícios tradicionais preconizada pela Loja do Celeiro, esta mostra de filmes nacionais de identidade rural/tradicional foca características regionais específicas (arquitectónicas, culturais, históricas, mitológicas, simbólicas) do nosso país, mostrando como a arte, a cultura, as tradições, o ambiente, podem ser olhados de outra forma, sendo uma fonte simultânea de criatividade, identidade e diversificação, em relação ao que indiscriminadamente importamos de outros países.

PROGRAMA

"Entraste no jogo tens que jogar, assim na terra como no céu" - Pedro Sena Nunes

17 de Maio, 19h00

"Ainda há pastores" - Jorge Pelicano

30 de Maio, 19h00

"Floripes" - Miguel Gonçalves Mendes

6 de Junho, 19h00

"Elogio ao 1/2" - Pedro Sena Nunes

13 de Junho, 19h00

LOCAL

Centro de Artes Tradicionais - Pç. 1º de Maio, 7, Évora (na lateral da Capela dos Ossos)

FILMES

"Entraste no jogo tens que jogar, assim na terra como no céu" - Pedro Sena Nunes (40 min)

Portugal, 2000, DOC

Realizador: Pedro Sena Nunes

Sinopse:

Na região do Minho, Jesus Cristo e Baco são os convidados de honra de uma estranha uma peregrinação que tem lugar a 28 e 29 de Agosto, na Serra d´Arga

"Ainda há pastores" - Jorge Pelicano (72 min)

Portugal, 2006

Realizador: Jorge Pelicano

Sinopse:

Há lugares que quase não existem.

Casais de Folgosinho nem sequer é um lugar.

Não há luz eléctrica, não corre água canalizada, não há estradas. Perde-se no silêncio de um vale entre as montanhas da Serra da Estrela.

Em tempos foi um autêntico santuário de pastores...Com dezenas de famílias e milhares de cabeças de gado. Hoje, os mais velhos vão morrendo e os novos fogem da dura sina de ser pastor.

365 dias por ano.

Herminio, 27 anos, contraria o fim.

Dizem que é o pastor mais novo, mas também o mais doido.

Sozinho, rádio na mão, rasga montanhas ao som das cassetes do popular cantor Quim Barreiros, que um dia sonha conhecer.

Os sons das cassetes e do rádio puxam-no para longe de uma vida de solidão. São a união entre dois mundos diferentes.

Distantes e próximos.

Na sociedade moderna o futuro de Hermínio é inquietante.

Até quando o jovem Hermínio será pastor?

Mas...ainda há pastores?

"Floripes" - Miguel Gonçalves Mendes (min)

Portugal, 2007

Realizador: Miguel Gonçalves Mendes

Sinopse:

Reza a lenda que Floripes, uma Moura encantada, deambula todas as noites, triste e sem destino, pela vila de Olhão.

Prisioneira do seu encantamento, representa o medo e o sofrimento da comunidade de pescadores, que, inebriados pelo feitiço da bela e misteriosa mulher, com o intuito de desencantá-la, morreriam ao tentar atravessar o mar.

Evocá-la não é senão o pretexto para nos confrontarmos com os temores das gentes do Algarve e o seu/nosso maior medo - a morte.

"Elogio ao 1/2" - Pedro Sena Nunes (70 min)

Portugal, 2000, DOC

Realizador: Pedro Sena Nunes

Sinopse:

O bairro 25 de Abril da Meia-Praia fica entre o mar e a linha do comboio.

Começou por ser um conjunto de palhotas construídas, improvisadamente, no «meio da praia», pelos «índios» que fugiram de Monte Gordo para Lagos, com objectivo de começarem outra vida. Após o 25 Abril, e através do plano arquitectónico Serviço de Apoio Ambulatório Local (S.A.A.L.), as palhotas transformaram-se em casas - construídas pelos próprios índios.

Passados trinta anos, continuam-se a fazer muitas promessas.

Que futuro se espera para o bairro 25 de Abril da Meia-Praia?


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]