Associações de desenvolvimento local discutem DLBC na Terra Quente Transmontana

2016-03-23

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As associações de desenvolvimento local associadas na Minha Terra – Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local reuniram-se a 17 e 18 de março, na aldeia de Chelas, em Mirandela para discutir o lançamento do LEADER / Desenvolvimento Local de Base Comunitária.

Do programa constaram as Assembleias-gerais da Federação Minha Terra, uma reunião de ponto de situação entre os responsáveis pelos Grupos de Ação Local que irão atual no âmbito do DLBC Rural e visitas a projetos de Turismo em Espaço Rural e de refuncionalização de património rural apoiados no âmbito da Abordagem LEADER do PRODER pela Desteque – Associação de Desenvolvimento da Terra Quente, entidade anfitriã do encontro.

Ao longo dos trabalhos foi clara a preocupação, dos representantes dos Grupos de Ação Local, com o longo processo de transição para o novo quadro de Fundos Europeus Estruturais de Investimento (FEEI), que temem os efeitos que um maior atraso na abertura dos concursos para receção e aprovação das candidaturas dos empreendedores dos territórios rurais poderão ter nas economias locais.

 “No final do primeiro trimestre de 2016, era suposto que o Portugal 2020 estivesse no terreno em força e o DLBC, mesmo com dotações financeiras limitadas e com uma estrutura muito diferente do que defendemos, é um instrumento muito importante para apoiar pequenos investimentos agrícolas e noutras áreas essenciais às comunidades, com provas dadas na capacidade de criar emprego”, afirmou Regina Lopes, presidente da Federação Minha Terra, que critica o modo “muito distante das comunidades rurais” como está construído o Portugal 2020.

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Conscientes de que o lançamento destas medidas no terreno não depende apenas das tutelas, os Grupos de Ação Local, através da Federação Minha Terra, têm colaborado na construção da regulamentação de enquadramento, apelando à sua simplificação, têm investido na capacitação das respetivas equipas técnicas para apoiar os empreendedores na construção e apresentação das suas ideias de negócio.

No decurso dos trabalhos, que decorreram numa unidade de agroturismo, na aldeia de Chelas, no concelho de Mirandela, Aurora Ribeiro, a coordenadora da Desteque, explicou que para chegarem a Chelas todos atravessaram o Rio Tuela, na Ponte LEADER, que simboliza bem a filosofia do programa. Inaugurada em 1995, esta ponte foi adquirida à C.P. e custeada pela população da aldeia de Chelas, pela Câmara Municipal de Mirandela e pelo Programa LEADER, dando resposta a uma necessidade expressa pela comunidade local.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]