2013-04-02
2013
No número de março do jornal Pessoas e Lugares analisam-se as ligações entre o ambiente e o desenvolvimento rural, evidenciando a intervenção das Associações de Desenvolvimento Local na promoção e preservação deste valioso recurso dos territórios rurais. Em entrevista, Gonçalo Ribeiro Telles afirma-se «um construtor de ambientes» e defende que «o problema de hoje (?) é um problema de desenho da paisagem, mais do que de ordenamento».
«A preservação do ambiente tem de considerar a presença humana e o desenvolvimento das populações, que devem ser encarados e enquadrados como fatores protetores, providenciando a preservação dos habitats através da manutenção de atividades ecologicamente sustentáveis», escreve Regina Lopes no Editorial.
Para a diretora do Pessoas e Lugares, «muito do trabalho das Associações de Desenvolvimento Local tem passado por promover estas relações complexas e sensíveis, onde o conhecimento do terreno e dos agentes locais assume a maior importância».
E porque a metodologia LEADER é a ferramenta por excelência para apoiar este tipo de intervenções, Regina Lopes defende que «é fundamental que a Política Agrícola Comum (PAC) e o seu orçamento reflitam esta realidade, reforçando o LEADER e potenciando assim o desenvolvimento sustentado das zonas rurais.»
Numa altura em que se adensam as preocupações relativamente às opções para a PAC, este número do jornal Pessoas e Lugares examina as negociações do Quadro Financeiro Plurianual 2014-2020, sublinhando o atraso na entrada em vigor dos regulamentos da PAC.
A edição, recheada de notícias, faz ainda o balanço do LEADER nos Programas de Desenvolvimento Rural PRODER (Continente), PRODERAM (Madeira) e PRORURAL (Açores).
No habitual espaço de Opinião, quatro Protagonistas respondem a três questões sobre Ambiente e Desenvolvimento Rural e quatro professores universitários analisam o caso português e as orientações estratégicas para uma nova abordagem do desenvolvimento rural.
Na rubrica Rotas, sugere-se uma visita ao Parque Natural da Serra da Estrela. Uma das mais emblemáticas áreas protegidas de Portugal, procurada, cada vez mais, por gente de todas idades que pretende apreciar a paisagem mas também descobrir as razões que levaram a que este território seja considerado de exceção, devendo ser protegido e preservado.
Ver edição online, aqui.
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]