ADL portuguesas no FSM

Jan. 2003

O Fórum Social Mundial é um espaço aberto de encontro para o aprofundamento da reflexão, o debate democrático de ideias, a formulação de propostas, a troca livre de experiências e a articulação para acções eficazes, de entidades e movimentos da sociedade civil empenhados na construção de uma sociedade planetária centrada no ser humano (ver Carta de Princípios). O FSM propõe-se a debater alternativas para construir uma globalização solidária, que respeite os direitos humanos universais em todas as nações e o ambiente, apoiada em sistemas e instituições internacionais democráticos a serviço da justiça social, da igualdade e da soberania dos povos.

Na sua terceira edição, o Fórum Social Mundial conta com a participação de uma delegação de Associações de Desenvolvimento Local portuguesas, constituída pela ADD, ADICES, ADAE, DUECEIRA e Pinhal Maior.

Para além de participarem nas actividades do FSM, estas entidades pretendem lançar a semente da cooperação transnacional através do Programa LEADER+ com entidades brasileiras. O projecto «Cooperar em Português» promovido pelo conjunto de Grupos de Acção Local da Beira Litoral prevê, entre outros temas, abordar as questões relativas à metodologia LEADER desenvolvida na Europa e às experiências de orçamento participativo e micro-crédito praticadas em alguns países sul-americanos como o Brasil. Esta cooperação pressupõe o desenvolvimento de um conjunto de actividades, a serem definidas conjuntamente pelos parceiros, de acordo com as prioridades e necessidades de cada um.

Pretende-se uma primeira aproximação ao Brasil, tendo em conta o idioma comum, mas principalmente o interesse de cooperar sobre as inúmeras experiências em Desenvolvimento Integrado e Sustentável que existem nos dois países.

Na fase de lançamento desta visita foi importante a divulgação no portal da Rede de Informações para o Terceiro Sector no Brasil, que gerou uma série de contactos entre a Minha Terra e as mais diversas entidades brasileiras.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]