2013-03-15
2013
Esta foi a principal conclusão retirada da reunião ocorrida a 14 de março, na Casa Municipal da Cultura de Seia, na qual as 19 Associações de Desenvolvimento Local (ADL) da região Centro reuniram com a CCDR do Centro, com o objetivo de refletir e discutir o futuro da região.
Desde o início do Programa LEADER, em 1991, as ADL têm gerido diversos instrumentos de desenvolvimento e de dinamização do mundo rural, promovendo a execução de projetos que movimentam as economias e as comunidades locais. Os bons resultados alcançados levam as ADL a apelarem ao reforço das iniciativas de Desenvolvimento Local de Base Comunitária.
A iniciativa reuniu políticos, agentes dos territórios e membros da CCDR do Centro com responsabilidades no desenho do próximo programa de intervenção comunitária para a região Centro, que foram sensibilizados para a importância de um trabalho de grande proximidade com as comunidades e os destinatários das políticas.
Foram também debatidas visões sobre o desenvolvimento territorial que se quer para a região centro, garantindo coerência à diversidade de dinâmicas e dando especial enfoque aos territórios rurais no futuro período de programação comunitária.
Os autarcas presentes expressaram o seu reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelas ADL em prol da coesão territorial, defendendo que estas organizações têm tido a capacidade de, ao longo destes anos, saber combinar e conjugar os diferentes instrumentos financeiros disponíveis como forma de responder aos problemas das comunidades locais. Por isso é sem dúvida necessária uma gestão local de estratégias multifundos, que permitam respostas mais eficazes e eficientes.
No final da reunião, Regina Lopes, Presidente da Federação MINHA TERRA, que representa as ADL que gerem o LEADER em Portugal, expressou que «é importante que as autoridades portuguesas, à semelhança do que acontece com as instituições europeias, reconheçam a capacidade que as ADL têm para promover o desenvolvimento dos territórios rurais, reforçando o seu papel no quadro do novo período de programação 2014-2020.»
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]