A Visão a Longo Prazo para as Zonas Rurais partilhada com a Vice-presidente da Comissão Dubravka Šuica

2021-02-15

A vice-presidente da Comissão Europeia para a Democracia e Demografia, Dubravka Suica, realizou na semana passada uma visita virtual a Portugal para contactos com o Governo, a a Assembleia da República e organizações da sociedade civil.

No dia 11 de fevereiro, decorreu numa mesa redonda sobre a Visão de Longo Prazo para as Zonas Rurais, onde a Comissária. Dubravka Šuica trocou impressões com membros de associações, universidades e redes relevantes, que contou com a participação da Federação Minha Terra.

A Comissária apresentou brevemente esta “iniciativa sobre uma visão ambiciosa de longo prazo para as zonas rurais, com o objetivo de desenvolver comunidades rurais inteligentes e prósperas até 2040” e que “será adotada em junho deste ano”.

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Dubravka Šuica destacou alguns aspetos da Visão, nomeadamente que esta “não tem como objetivo propor um novo mecanismo de financiamento, mas sim aumentar as sinergias entre as políticas, financiamento e iniciativas existentes da EU, o que ajudará os intervenientes rurais a tirar o máximo partido do apoio da UE e combiná-lo com outros recursos públicos e privados. Referiu também que “é importante que a Visão considere as questões de governança e participação nos processos de tomada de decisão nas áreas rurais, para fazer com que a voz rural seja melhor ouvida no processo democrático”, assim como reconheceu que “existem diferenças notáveis nas zonas rurais da União”, o que “significa que as regiões e comunidades rurais devem dispor de meios para adaptar os instrumentos de política às suas necessidades e realizar ações adequadas às suas especificidades”.

A Federação Minha Terra focou a sua intervenção na necessidade uma abordagem abrangente às políticas de desenvolvimento rural, que não se pode limitar ao segundo pilar da PAC (Política Agrícola Comum) e que responda às diferentes necessidades e expetativas das comunidades e das pessoas que vivem e trabalham nos territórios rurais, destacando a experiência do LEADER/DLBC e dos Grupos de Ação Local em Portugal.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]