2019-11-13
330 pessoas de 41 países participaram na 4.ª edição do Parlamento Rural Europeu, que decorreu em Candás, no Principado das Astúrias (Espanha) entre os dias 6 e 9 de novembro. O evento incluiu momentos de reflexão e trabalho em rede, troca de experiências, sessões de debate e reflexão sobre o futuro do desenvolvimento rural na Europa, apresentações de exemplos de projetos inspiradores e boas práticas e visitas de campo para conhecer a realidade das áreas rurais das Astúrias, assim como atividades culturais e momentos de convívio entre os participantes. Portugal marcou presença através de uma delegação dinamizada pela Federação Minha Terra.
As atividades iniciaram no final da tarde de dia 6, com o registo dos participantes e uma sessão cultural, que incluiu a degustação de produtos locais e animação musical.
No dia 7, após uma breve sessão de boas-vindas por parte da organização, teve lugar um conjunto de visitas de campo, que permitiu aos participantes conhecer a realidade dos territórios rurais asturianos, assim como vários projetos e iniciativas de empreendedores locais e pontos de interesse cultural e ambiental.
O dia terminou com um jantar de gala que incluiu duas intervenções sobre os desafios para o futuro do desenvolvimento rural, por parte de Isabel Bombaz Díaz, Diretora-Geral de Desenvolvimento Rural, Inovação e Política Florestal, do Ministério da Agricultura, Pescas e Alimentação de Espanha e de Antonia Husberg, em representação do Ministério da Agricultura e Silvicultura da Finlândia, país que assume a presidência do Conselho Europeu, que salientaram as potencialidades dos territórios rurais para o desenvolvimento da Europa e a sua importância para o combate às alterações climáticas.
Na sexta-feira, dia 8, pela manhã teve lugar o primeiro plenário, que se iniciou com uma abertura oficial por parte de Amélia López, autarca do município anfitrião, Belarmino Fervienza, da Rede Asturiana de Desenvolvimento Rural (READER), Staffan Nilson, presidente da Aliança da Comunidade Rural Europeia (ERCA), Aris Adlers, presidente da Associação para a Europa Rural (PREPARE) e Maria João Botelho, presidente da Associação Europeia LEADER de Desenvolvimento Rural (ELARD).
Após um discurso de boas-vindas e de introdução à temática, proferido por Adrián Barbón Rodríguez, presidente do Governo do Principado das Astúrias, bastante centrado nos impactos das alterações climáticas e do papel que podem ter os territórios rurais na sua atenuação e combate, os trabalhos iniciaram com uma breve apresentação do Parlamento Rural Europeu e do que foi feito desde o anterior encontro, que teve lugar em Venhorst, na Holanda, em 2017.
Seguiu-se uma intervenção por parte de Mihail Dumitru, Diretor-Geral Adjunto da Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Comissão Europeia (DGAGRI), que apresentou sucintamente a agenda de desenvolvimento rural da União Europeia para o pós-2020, mencionados os 9 objetivos definidos para a Política Agrícola Comum, as propostas de maior flexibilidade, menor complicação no uso dos fundos e de simplificação dos processos, assim como a menor centralização em Bruxelas, com mais funções propostas para os Estados-membros, assim como outros atores regionais e locais. Foram ainda mencionadas as propostas de favorecimento de abordagens inteligentes e integradas, assentes na tecnologia e inovação e a vontade de aumentar a cooperação com África, no âmbito do desenvolvimento rural, nomeadamente com recorrendo à metodologia LEADER.
Destaca-se do plenário a intervenção de Jaime Izquierdo, especialista em demografia, que fez uma síntese da história das relações entre territórios rurais e urbanos e que apresentou a noção de áreas agripolitan, áreas agrourbanas, que juntam campo e cidade e que poderão em breve ser uma realidade comum. Seguiu-se um conjunto de apresentações de exemplos de projetos inspiradores e locais sobre desenvolvimento rural.
Ao final da manhã e ao princípio da tarde realizaram-se workshops em pequenos grupos para discussão de várias temáticas relacionadas com os desafios e potencialidades das áreas rurais. Seguiram-se um mercado de iniciativas, onde se puderam conhecer vários projetos/iniciativas inovadoras em contexto rural, uma reunião de sócios do Parlamento Rural Europeu e um conjunto de atividades culturais, com exposições nacionais, que contaram com degustação de produtos e jantar de networking.
No sábado, último dia do evento, teve lugar o segundo plenário, que contou com uma intervenção de Hugo Morán Fernández, Secretário de Estado do Meio Ambiente do Governo Espanhol, que defendeu o meio ambiente como garante do futuro do desenvolvimento rural, uma mesa redonda, que discutiu o futuro da Política de Desenvolvimento Rural e que incluiu a presença de um eurodeputado e de representantes da DG AGRI, do Comité das Regiões e do Comité Económico e Social Europeu (CESE).
Seguiu-se o terceiro plenário, onde foram apresentados os resultados das discussões dos dias anteriores, o documento “Mensagem dos Jovens Rurais Europeus”, elaborado pelo Parlamento Rural Jovem, que reuniu, também em Candás, entre 4 e 6 de novembro e brevemente o Manifesto 2019, um documento que inclui 28 aspirações, compromissos e vontades das populações rurais, compiladas a partir de inúmeras reuniões, campanhas e discussões de políticas com as populações e seus representantes, que ainda se encontra em fase de conclusão, assim como a Declaração de Candás, um documento-síntese do manifesto.
O Parlamento culminou com a assinatura simbólica do Manifesto por parte de Belarmino Fervienza (READER), Staffan Nilsson (ERCA), Aris Adlers (PREPARE) e Maria João Botelho (ELARD).
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