Seminário Pequenos Frutos atrai centenas de jovens

2012-04-04

2012

Organizado pela ATAHCA, em parceria com a Rede de Produtores de Pequenos Frutos da Região Norte, no passado dia 24 de março, com apoio LEADER, o 1º Seminário «Pequenos Frutos - Uma alternativa para a Região» contou com mais de 300 participantes, na maioria jovens.

Um elevado, e inesperado, número de participantes que obrigou inclusive a associação a transferir a realização do evento - inicialmente prevista na sede da ATAHCA - para o auditório da Escola Profissional Amar Terra Verde, em Vila Verde.

Para a ATAHCA - Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave, o seminário «foi um êxito», excedendo as expetativas iniciais que apontavam para um máximo de 70 participantes.

O elevado número de participantes deve-se, segundo a ATAHCA, ao grande interesse que os pequenos frutos (amoras, framboesas, morangos, mirtilos e groselhas) estão a criar junto dos agricultores, principalmente dos jovens agricultores, que vêm nesta cultura uma alternativa à forma de exploração e produção tradicional da agricultura na região do Alto Cávado.

Apresentando excelentes condições para esta produção, pretende-se que a região seja referência a nível nacional, quer pela qualidade e técnicas de produção, quer ao nível da fixação de jovens no meio rural e recuperação das terras abandonadas.

Apostando na inovação e no empreendedorismo agrícola, a produção de pequenos frutos poderá ser uma alternativa ao modo de exploração agrícola tradicional, e um complemento com outras atividades rurais.

Além disso, o Alto Cávado vem registando um crescente número de jovens, muitos deles com curso superiores, a desenvolver projetos inovadores na área agrícola, demonstrando a capacidade e potencialidade da atividade agrícola.

Além de pôr os agricultores em contacto com técnicos ligados à produção e comercialização dos pequenos frutos e responsáveis pelos apoios financeiros, no âmbito do PRODER, ou outros, o seminário teve também por objetivo despertar o interesse dos jovens para a atividade agrícola, enquanto atividade económica rentável.

A abrir o seminário esteve o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, que aproveitou a oportunidade para anunciar um pacote legislativo para favorecer os pequenos produtores.

Deixando uma palavra de incentivo aos jovens a produzir e a cultivar as terras, que estão há muito abandonadas, Daniel Campelo considera que o regresso à terra, além de fixar as populações mais jovens nos seus locais de origem, possibilita uma diminuição das importações de bens alimentares e até incrementar as exportações.

Na mesma linha, o presidente da ATAHCA, José da Mota Alves, defendeu a criação de dinâmicas que fixem as pessoas à terra, afirmando que «é preciso repensar a forma de produção e aproveitamento das terras para que seja possível fixar os jovens com formação tecnológica ou superior».

O presidente da ATAHCA salientou ainda a importância da constituição de redes de produtores, como a Rede de Produtores de Pequenos Frutos do Norte parceira na iniciativa. Só assim, disse, é possível ganhar escala e a qualidade necessária para entrar nos mercados. Só assim, acrescente-se, se poderá garantir o sucesso da atividade agrícola.






[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]