Rural(idade) versus Urban(idade)

2011-11-05

19 novembro 2011, Espinho

A ruralidade na cidade e urbanidade nas zonas rurais? De que forma será possível dar um passo para o futuro sem esquecer o passado, aproveitando as valências do passado para construirmos um futuro sustentável?

É a questão de partida do debate, organizado pela Câmara Municipal de Espinho e a Companhia de Teatro de Marionetas da Mandrágora, que irá decorrer do F.A.C.E., Fórum de Arte e Cultura de Espinho, pelas 17h00.

Numa sociedade globalizada, faz sentido, cada vez mais, tentar encontrar a identidade cultural de cada indivíduo, observar a matriz humana e continuar na sua análise mas permitir ao público esta redescoberta da sua identidade.

É nesta procura de identidade voltada para o futuro, recorrendo ao passado, que se desenvolve a iniciativa «Rural(idade) vs. Urban(idade)».

Encontrar nas zonas urbanas a integração de elementos rurais e perceber de que forma foram absorvidos, transformados e reinventados, dando passos para uma identidade.

Promovendo um fórum de discussão a nível regional e nacional sobre os moinhos tradicionais e o seu papel na sociedade atual.

Leonor Fonseca, vereadora da Cultura da C. M. Espinho, Jorge Miranda, Etnoideia, Armando Ferreira, Rede Portuguesa de Moinhos e Elisabete Figueiredo, Professora do Departamento de Ciências Socais, Políticas e do Território da Universidade de Aveiro, são algumas das presenças previstas.

O debate está integrado no eVento que decorre de 14 a 27 de novembro em diversos espaços culturais da cidade de Espinho.

No dia 19, além do debate, apresentam-se exposições, performances, workshops para pais e filhos, passeios nos burros de Miranda, magusto, documentários e a estreia do espetáculo «Casa dos Ventos», da Companhia de Teatro e Marionetas de Mandrágora.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]