2011-03-17

Seia, 4 de março de 2011
«Estruturalmente estamos melhor, não sabemos se o produto é melhor e mais rentável». As palavras do Prof. Pedro Louro, do ISA, referindo-se ao «interface» existente entre a atividade artesanal e a indústria, abriram o workshop promovido pela ADRUSE, no âmbito do projeto Portugal Rural.
Na sua intervenção, o professor do ISA referiu os principais factores que influenciam a qualidade no queijo, da matéria-prima à comercialização, sem descurar as diversas fases da produção do queijo: o animal, o leite, a transformação e a comercialização. A formação dos produtores é outro fator promotor da qualidade do queijo. «As estruturas devidamente equipadas existem, mas nota-se por parte dos produtores, algumas dificuldades em conjugar a componente artesanal com a componente mais técnica e mecanizada do fabrico do queijo.»
Numa plateia composta maioritariamente por produtores, Pedro Louro reforçou ainda a ideia de que o modo tradicional de fazer o queijo terá de adaptar-se às novas práticas e tecnologias de fabrico, de forma a responder às exigências do mercado, acrescentando que «as novas práticas de comercialização não se coadunam com a qualidade que estamos a habituados a ter». Da produção do leite à transformação em queijo, rigor é obrigatório.

O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]