Orientar mais as despesas da coesão para os resultados

2017-12-04

Num relatório publicado recentemente, os auditores do Tribunal de Contas Europeu reconheceram o caráter inovador das alterações concebidas para melhorar a forma de gerir as despesas da coesão, considerando-as mesmo assim ineficazes.

Os dois novos requisitos – condicionalidades ex ante e reserva de desempenho – introduzidos para o período de 2014-2020, com vista a tornar as despesas da coesão mais orientadas para os resultados necessitam ainda de alterações, do empenho e da apropriação pelos Estados-Membros.

As condicionalidades ex ante estabelecem os requisitos que têm de ser cumpridos antes do início de um programa. A reserva de desempenho exige que a maior parte dos programas dos FEEI mantenha 6% uma reserva de financiamento total para cada Estado-Membro sujeito, que será definitivamente afetada em função do resultado da análise de desempenho a realizar até 2019.

Embora as condicionalidades ex ante proporcionem um quadro coerente para avaliar a disponibilidade dos Estados-Membros para executarem os fundos da UE, a sua avaliação é um processo longo e moroso, sem que fique claro em que medida conduziu ou vai conduzir, de facto, a mudanças no terreno. O quadro e a reserva de desempenho não constituem um verdadeiro estímulo a uma maior orientação dos Programas Operacionais para os resultados, tendo em conta que se baseiam sobretudo em despesas e realizações.

O Relatório Especial n.º 15/2017 “Condicionalidades ex ante e reserva de desempenho no domínio da coesão: instrumentos inovadores, mas ainda não eficazes” encontra-se em anexo.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]