Orçamento Comunitário: ELARD alerta impacto negativo para o Desenvolvimento Rural

2013-01-13

Em reação ao acordo alcançado pelo Conselho Europeu sobre o orçamento comunitário para 2014-2020, a ELARD afirma estar «particularmente preocupada» com a redução de 14% para o Desenvolvimento Rural.

 

No documento divulgado, na semana passada, dia 12 de fevereiro, a European LEADER Association for Rural Development (ELARD) alerta para o impacto negativo do acordo sobre o Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia (UE) 2014-2020 para o desenvolvimento dos territórios rurais e suas populações, sublinhando não só a redução das verbas, para 85 mil milhões de euros, como a hipótese dada aos Estados-membros de transferir uma parte do orçamento do desenvolvimento rural (15 a 25%) para o primeiro pilar.

A ELARD sustenta que apesar da atual crise financeira, o Desenvolvimento Rural e o «greening» da Política Agrícola Comum (PAC), deveriam ter sido poupados destes cortes adicionais e enquadramentos legais, uma vez que os territórios rurais têm potencial para atuar como centros de crescimento económico sustentável, inovação e criação de emprego, tal como têm vindo a demonstrar os Grupos de Ação Local (GAL), através do LEADER, nos últimos 20 anos.

No documento, a ELARD afirma ainda que a Europa continua agarrada ao passado e apela aos chefes de Estado no sentido de reconsiderar o acordo, optando por uma verdadeira reforma da PAC, socialmente responsável e mais «verde».

 

A ELARD - European LEADER Association for Rural Development representa mais de 800 Grupos de Ação Local (GAL) LEADER de 21 Estados-membros, quer através das suas redes nacionais, quer como membros individuais. A Federação MINHA TERRA é membro da ELARD.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]