Margem Esquerda do Guadiana adere à Rede de Bio-Regiões

2019-10-23

Decorreu na passada sexta-feira, dia 25 de outubro, em Serpa a sessão de adesão da Margem Esquerda do Guadiana à Rede Internacional de Bio-Regiões. Com esta nova adesão Portugal passa a contar com quatro bio-regiões.

O processo de reconhecimento de Bio-regiões teve início em Itália e tem como objetivo principal criar uma Região/Território Bio, ou seja, através da Agricultura Biológica, desenvolver uma estratégia conjunta com a participação de produtores, operadores turísticos e outros setores empresariais, associações, escolas e o poder local, com o objetivo de criar novas oportunidades de promoção e valorização dos produtos agrícolas locais certificados em Modo de Produção Biológico, assente em bases sustentáveis de produção e de geração de valor, bem como o envolvimento consciente de toda a comunidade local.

A candidatura para o reconhecimento da Margem Esquerda do Guadiana como Bio-região foi apresentada em abril deste ano de forma conjunta pelas autarquias de Serpa, Moura, Mértola, Barrancos e Mourão, a associação Rota do Guadiana e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV).

A Margem Esquerda do Guadiana junta-se a Idanha-a-Nova e Alto Tâmega , que aderiram em 2018 e a São Pedro do Sul que aderiu em abril deste ano.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]