In Loco organiza Ciclo de Conferências

2013-05-15

Faro, abril a julho 2013

5 temas, 5 conferências, 10 convidados e muito debate. É a receita definida pela In Loco para este ciclo de conferências, no âmbito das comemorações dos 25 anos da Associação.

1ª Conferência, «Geografia da Crise em Portugal e no Algarve», 24 de abril.

Todos os indicadores confirmam que a região algarvia é a mais atingida pela actual crise que o país atravessa. Para debater esta realidade está assegurada a presença de João Ferrão, ex-Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades e investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Lisboa. Será acompanhado por António Ramos, Coordenador do Centro de Observação das Dinâmicas Regionais, da CCDR Algarve. (Programa em anexo)

2ª Conferência, «Boas Práticas Autárquicas» na gestão de recursos locais e na promoção de espaços de democracia participativa, 15 de maio.

Estão confirmadas as presenças da Câmara Municipal de Cascais, que actualmente preside o Observatório Internacional de Democracia Participativa, e que definiu para 2013 um plano muito ambicioso de políticas locais promotoras da participação dos munícipes. Será acompanhada pelo Presidente da Junta de Freguesia de Linhares, Paredes de Coura, que apresentará o trabalho que tem vindo a desenvolver de incentivo à recuperação de práticas tradicionais, como forma de gerar recursos financeiros e outros para a população da freguesia. (Programa em anexo)

3ª Conferência, «Produtos Locais - Licenciamento, Diferenciação e Comercialização», 5 de junho.

São convidadas a Eng.ª Ana Soeiro, fundadora da Associação Nacional de Municípios e de Produtores para a Valorização e Qualificação dos Produtos Tradicionais Portugueses (QUALIFICA) e a Dra. Maria José Ilhéu, em representação da Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, responsável pelo Grupo de Trabalho que tem vindo a preparar uma estratégia para a valorização da produção agrícola local (GEVPAL). Esta conferência ajudará a compreender os problemas que as actividades de pequena escala enfrentam, bem como a importância dos produtos tradicionais para a preservação e animação dos territórios. (Programa em anexo)

4ª Conferência, «Circuitos Curtos de Produção e Consumo», ou por outras palavras, sobre a criação de um economia de confiança baseada na relação directa entre produtos locais e consumidores, 26 de junho.

Será abordada a experiência dos projectos «PROVE» e da «Quinta para o Prato», de forma a demonstrar os impactos muito positivos destas iniciativas para a economia, a criação de emprego agrícola e a preservação ambiental.

5ª e última Conferência, «Turismo de Natureza - Oportunidades e Desafios», 17 de julho.

O Algarve tem perdido competitividade no sector turístico ligado ao sol e praia, necessitando de criar novas ofertas que permitam recuperar os factores de atractividade da região e romper com os ciclos de sazonalidade que têm caracterizado a economia deste território. O Turismo de Natureza possui determinado de tipo de características que podem apoiar uma certa recuperação do sector.

As conferências terão lugar no Auditório da CCDR Algarve, que apoia a iniciativa.

Mais informações e inscrições no site da Associação In Loco.

A iniciativa insere-se no âmbito das comemorações dos 25 anos da Associação In Loco.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]