Desenvolvimento Local na 18.ª Semana Europeia das Regiões e Cidades

2020-10-19

A Comissão Europeia está a promover até 22 de outubro a 18.ª edição da Semana Europeia das Regiões e Cidades, este ano em moldes diferentes, totalmente online e com um número recorde de participantes, mas igualmente focada na discussão dos desafios comuns às regiões europeias, na cooperação, partilha de ideia e de soluções, juntando decisores, políticos, empresas, sociedade civil, investigadores e comunicação social. A edição de 2020 tem três temáticas principais: “Empoderamento dos cidadãos”, “Coesão e Cooperação” e “Europa Verde”.

Nos últimos dias, a Federação Minha Terra participou em várias sessões sobre a visão de longo prazo para as zonas rurais da União Europeia (cuja consulta pública se encontra a decorrer) e o desenvolvimento local de base comunitária.

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A dia 13 de outubro a participou em duas sessões sobre a construção de uma visão de longo prazo para as áreas rurais. Na primeira, organizada pelo Ponto de Contacto da Rede Europeia de Desenvolvimento Rural, destacou-se a diversidade das áreas rurais da Europa e a necessidade de se encontrarem respostas políticas às particularidades destes territórios, a necessidade de estratégias específicas, as prioridades, as oportunidades e desafios, os mecanismos de implementação e a mobilização de vários instrumentos da política europeia, com a participação os atores locais. Na segunda, designada “Visão de Longo Prazo para as áreas rurais - mensagens políticas fundamentais”, as comissárias Elisa Ferreira (Coesão e Reformas) e Dubravka Šuica (vice-presidente para a Democracia a Demografia) e o comissário Janusz Wojciechowski (Agricultura), destacaram as principais mensagens políticas e informaram os participantes sobre os próximos passos.

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No dia 14 de outubro, a ELARD, em parceria com a Comissão da Política de Coesão Territorial e Orçamento do Comité das Regiões, organizou um workshop que abordou a recuperação da Europa a partir do local, nomeadamente a partir da cooperação entre Grupos de Ação Local, autoridades locais e cidadãos.

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No mesmo dia, à tarde, a DG AGRI e a FARNET promoveram um laboratório participativo sobre como "facilitar o DLBC participativo, na prática", com base no guia "Delivering CLLD effectively", concluindo-se que um fator-chave é evitar a complexidade e a carga administrativa associada à sua implementação e permanecer flexível para enfrentar situações de crise imprevistas.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]