Depois da Universidade, voltar ao Interior? Projeto ROOTS quer saber porque regressam os jovens às suas raízes

2025-11-28

"ROOTS – Ecologias de impacto e valor de mobilidades educativas: Jovens adultos que regressam a regiões de baixa densidade após o ensino superior" é o nome de um novo projeto que junta a Universidade do Porto, a Universidade de Évora, a Federação Minha Terra, o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e a Rural Move numa investigação que procura conhecer casos de jovens adultos que, após a conclusão dos estudos universitários nas cidades, decidiram regressar às suas raízes, em áreas de baixa densidade.

O projeto, que é apoiado pelo programa COMPETE 2030 e que decorre até 2028, visa conhecer não só as razões que levam os jovens a regressar, mas também o impacto que o esse regresso tem nas suas comunidades.

Os resultados do estudo ajudarão a identificar necessidades, desafios e oportunidades, que permitirão a formulação de recomendações concretas que ajudem as autoridades locais, regionais e nacionais a dar as respostas necessárias aos jovens e às suas comunidades. A parceria propõe-se ainda a reforçar redes de colaboração territorial e criar um laboratório colaborativo – ROOTS’Lab –, onde investigadores, atores locais e organizações comunitárias trabalharão em conjunto.

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O projeto ROOTS arrancou no passado dia 29 de outubro, com a primeira reunião de parceria, que teve lugar na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e que teve como objetivo a apresentação da equipa.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]