2010-05-12
Nos dias 6 e 7 de Maio decorreu em Toledo (Espanha) a Conferência Europeia de Economia de 2010 Social, organizada pela Presidência espanhola da União Europeia, com o objectivo de discutir os desafios e oportunidades que este sector emergente enfrenta num mundo cada vez mais globalizado e no contexto pós crise financeira.
Como resultado do debate ocorrido durante os dois dias em que decorreu a conferência, foram apresentadas as seguintes conclusões finais:
Os Estados-Membros e as instituições europeias estão fortemente determinados em manter a economia social na agenda europeia das futuras presidências, no sentido da promoção das instituições da economia social. É considerada muito importante a coordenação de actividades entre a Comissão Europeia, Intergrupo Economia Social do Parlamento Europeu e Comité Económico e Social.
Esta coordenação entre instituições nacionais e europeias deve resultar no aumento da coerência entre as diferentes políticas europeias e nacionais que afectam as entidades da economia social.
A Conferência reforçou o apelo aos Estados-membros no sentido de estabelecer um quadro legal que reconheça os componentes da economia social e o pedido para que a Comissão Europeia apoie as instituições da economia social.
Neste sentido, a Lei Espanhola da Economia Social foi considerado uma referência que poderá permitir constituir exemplo a nível europeu que contribuam para reconhecer a economia social como um actor económico e social relevante para a definição das políticas públicas
Tradução livre do documento em espanhol «Conclusiones Finales Conferencia Economía Social»
Documentos Anexos:
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]