2021-05-27
O CESE - Conselho Económico e Social Europeu acaba de publicar um relatório onde analisa os contributos da Política Agrícola Comum (PAC) para o desenvolvimento territorial equilibrado das áreas rurais. A avaliação conclui que, apesar dos vários benefícios da PAC, a política se mostra insuficiente em várias áreas, defendendo a necessidade de uma maior ligação com outras políticas.
A publicação, resultado de uma consulta a organizações da sociedade civil e autoridades públicas de cinco países (França, Hungria, Irlanda, Itália e Espanha), e que levou em conta pareceres anteriores, mostra que a PAC apresenta bons resultados em vários aspetos, no combate ao despovoamento, na diversificação da economia das áreas rurais ou na criação de novos mecanismo de governança, mas que a mesma apresenta insuficiências no que toca à resposta a novos desafios económicos, ambientais e societais que estes territórios enfrentam.
O CESE defende a adoção de uma visão holística para o desenvolvimento rural e uma maior ligação e coerência da PAC com outras políticas, objetivos e metas, de forma a que a política seja capaz de responder aos novos desafios, de uma forma adaptada às novas realidades introduzidas pela pandemia (digitalização, teletrabalho, novas tecnologias e novas soluções).
Na publicação é ainda salientado o potencial da abordagem LEADER/DLBC, mas é referida a necessidade de um reforço dos recursos disponíveis e do seu melhor aproveitamento, com o CESE a considerar fundamental o envolvimento das organizações da sociedade civil para a adequada implementação das políticas e a concretizaçãoo dos objetivos das comunidades rurais.
Consulte o relatório em anexo.
Documentos Anexos:
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]