Acerca da Minha Terra
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A Federação MINHA TERRA

Entidade privada de interesse público e sem fins lucrativos, a MINHA TERRA - Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local foi constituída no ano 2000, por iniciativa de um grupo alargado de Associações de Desenvolvimento Local (ADL), institucionalizando uma rede que se consolidava, desde há alguns anos, sob o denominador comum da convergência de objectivos, do diálogo, da partilha e de um vasto trabalho conjunto no desenho e implementação de soluções e intervenções em prol do desenvolvimento dos espaços rurais nacionais.

A MINHA TERRA desenvolve competências a nível da organização e implementação de programas e iniciativas de alcance local, regional, nacional e transnacional e presta assessoria técnica ao desenvolvimento de projectos em diversas áreas do desenvolvimento rural.

Uma dinâmica de sucesso, em curso nos territórios rurais portugueses na última década, tem conduzido a iniciativas duráveis com efeito multiplicador na economia e competitividade locais e regionais. Este movimento, fortemente impulsionado pelas ADL e assente na definição e implementação de estratégias, processos e parcerias de base territorial, tem contribuindo decisivamente para inverter o agravamento de um cenário de «crise profunda no mundo rural português», de que o isolamento, o êxodo e envelhecimento das populações, os problemas ambientais e de ordenamento territorial são uma clara expressão.

Os projectos implementados pelas ADL federadas na MINHA TERRA - responsáveis pela mobilização e aplicação de recursos financeiros que, desde o ano 2000, ascendem a mais de 350 milhões de euros - permitiram dar resposta a necessidades específicas dos espaços rurais, minorando efeitos de debilidades estruturais e potenciando um desenvolvimento integrado e sustentável, alicerçado no empreendedorismo endógeno.

UMA NOVA VISÃO PARA O ESPAÇO RURAL

Uma profunda reorganização da sociedade civil, que confere novas dimensões à participação cívica dos cidadãos, e alterações profundas no modelo de produção e consumo e no quadro de valores prevalecentes, traçam uma nova realidade estrutural para o espaço rural - entendido num sentido amplo e plurifuncional -, à qual deverá corresponder uma «nova» concepção de política de desenvolvimento.

Em linha com os princípios orientadores da nova geração de políticas comunitárias, a Federação MINHA TERRA defende um desenvolvimento rural integrado e integrador, participado e sustentável, em que a responsabilidade pela criação de novas fontes de rendimento e emprego, pela preservação ambiental, pelo desenvolvimento social e cultural (englobando aspectos educacionais e de cidadania) é partilhada pelos diversos sectores de actividade e em parceria por agentes públicos e privados, conduzindo a uma qualidade de vida em sintonia com as expectativas do cidadão do século XXI.

A MISSÃO DA MINHA TERRA

A Federação MINHA TERRA tem por missão representar e defender os interesses das Associações de Desenvolvimento Local suas federadas e das populações dos territórios rurais, dinamizando uma plataforma de cooperação alargada no domínio das intervenções promotoras de um desenvolvimento integrado que conduza à melhoria de qualidade de vida no espaço rural português.

A MINHA TERRA preconiza uma articulação entre as estratégias nacionais e as dinâmicas emergentes nos espaços rurais, como garante de um desenvolvimento sustentável do mundo rural.

UM PAÍS QUE SE REDESCOBRE

A implementação de estratégias de desenvolvimento local pelas ADL federadas na MINHA TERRA, assenta no estabelecimento de parcerias locais organizadas e actuantes e traduz-se já em milhares de projectos de sucesso levados a cabo, no âmbito de diversos programas de apoio ao desenvolvimento sócio-económico e à cooperação, com destaque para a Iniciativa Comunitária LEADER, expressando a concretização de uma nova visão para o mundo rural português.

Redescobrindo a sua capacidade para valorizar e revitalizar produtos, serviços, competências e práticas locais - não raro em benefício directo de segmentos populacionais bastante fragilizados - os portugueses das várias regiões do País redescobrem, também, os seus valores sócio-culturais específicos e sentem-se co-autores das profundas transformações positivas que estão a mudar a face dos locais e regiões em que habitam e trabalham.

De entre inúmeros exemplos a destacar, podem salientar-se:

- A disseminação à escala nacional, do turismo em espaço rural e da dimensão animação a ele associada;

- A (re)descoberta, pela rede de restauração nacional, das riquezas gastronómicas locais, a ponto de o País lhes conferir hoje o estatuto de Património Nacional;

- Os eventos locais que são hoje, essencialmente, "mostras da região ao mundo", multiplicando-se as feiras temáticas, cuja capacidade de atracção de visitantes exteriores em massa é inquestionável;

- A «revolução» no domínio agro-alimentar, através do apoio à modernização e criação de pequenas unidades de transformação e da incorporação de valor acrescentado nos produtos, conferida por processos de certificação e por circuitos de promoção e comercialização alternativos;

- O artesanato rural, cujo recrudescimento chega, em muitos casos, a motivar a sua incorporação no mais sofisticado design urbano.

UMA ABORDAGEM INOVADORA

As intervenções dinamizadas e, ou, protagonizadas pelas ADL federadas na MINHA TERRA pautam-se por um conjunto de princípios consolidados por mais de 15 anos de prática:

1. A abordagem territorial

Alicerça-se na proximidade das ADL aos espaços geográficos em que operam e no sólido conhecimento que deles possuem, facto que lhes permite inventariar o volume e a natureza das necessidades, arrolar dos recursos endógenos disponíveis e definir estratégias para a sua utilização óptima, avaliando, a jusante, o grau de satisfação atingido. Nesse sentido, é importante a definição de espaços geográficos coerentes, delimitados à dimensão humana e à escala que caracteriza a intervenção de desenvolvimento local em meio rural.

2. A abordagem local ou ascendente

Assenta na proximidade para com as pessoas que habitam as áreas de intervenção e na capacitação do seu potencial para planificarem e conduzirem o seu próprio processo de desenvolvimento, retomando a solidariedade como valor estruturante e fortalecendo a sociedade civil no sentido de uma cidadania activa.

3. A gestão e o financiamento descentralizados

A descentralização, assente na autonomia de decisão quanto à apreciação, selecção e gestão de projectos, atribui às populações a responsabilidade na formulação dos anseios, insatisfações e na procura de soluções, adaptando a intervenção às realidades e especificidades locais e contribuindo para tornar os processos mais céleres e eficientes.

4. A abordagem integrada ou pluri-sectorial

Uma construção de estratégias e planos de desenvolvimento local coerente, que integra as diversas vertentes da vida no mundo rural, estudando previamente as potenciais sinergias decorrentes da articulação entre projectos e estimando os efeitos gerados após a intervenção, acautela desequilíbrios e estrangulamentos. Trata-se de privilegiar a complementaridade entre as diferentes medidas de apoio ao desenvolvimento, numa perspectiva pluri-sectorial.

5. A parceria local

Promove a articulação e o envolvimento de diversos actores locais e sectoriais a uma geometria variável, estimulando a partilha dos poderes e dos saberes, a coordenação e a concertação. O encontro no seio das parcerias locais, que constituem as próprias ADL, entre entidades públicas e privadas e entre empresas, entidades sem fins lucrativos e cidadãos, reveste a forma de um processo de aprendizagem interactivo, que se tem traduzido no estabelecimento de uma "cultura organizacional" ao serviço do desenvolvimento, indutora de um ganho de qualidade e eficácia na gestão de recursos públicos.

6. A inovação

Caracterizada pela criatividade na procura soluções e respostas adequadas e actuais para problemas concretos e novos espaços de afirmação para o mundo rural, fazendo face à nova realidade estrutural que se depara aos espaços rurais. A informação e o conhecimento que alimentam a inovação assumem-se, neste contexto, como cruciais para a competitividade dos territórios rurais devendo, como tal, ser objecto de especial atenção.

7. A organização em rede e a cooperação interterritorial

As preocupações, constrangimentos e obstáculos, mas também os sucessos, são transversais a muitos territórios rurais. A cooperação e o trabalho em rede, assentes na transferência de conhecimento, facilitam a criação de relações de complementaridade e de escala. Os parceiros urbanos assumem um papel importante no quadro de relações dos actores dos territórios rurais.

UMA REDE DE COOPERAÇÃO À ESCALA NACIONAL

As 53 ADL federadas na MINHA TERRA representam, no seu conjunto, mais de 90% do território nacional e as suas capacidades de iniciativa e concretização dizem directamente respeito a mais de 4 milhões de portugueses, habitantes em zonas rurais.

A representatividade das ADL federadas - traduzida na diversidade e natureza dos seus associados (presentes no conjunto das parcerias locais contam-se cerca de 1.500 entidades, entre pessoas colectivas de direito público e privado e pessoas individuais) - valoriza as especificidades de cada território e confere autenticidade à intervenção e aos projectos nele realizados, expressando o dinamismo das forças vivas da sociedade civil rural enquanto agentes do seu próprio desenvolvimento.

A Federação MINHA TERRA é membro do Conselho Económico e Social (CES) e do CNADR - Conselho Nacional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, esteve presente na Comissão Nacional de Acompanhamento do Programa e Iniciativa Comunitária LEADER+ e do Programa RURIS. Actualmente integra os Comités de Acompanhamento do PRODER - Programa de Desenvolvimento Rural do Continente e do Programa da Rede Rural Nacional, assim como os Conselhos Regionais.

A nível internacional a MINHA TERRA é membro da ELARD - European Leader Association for Rural Development, organização que agrupa mais de 600 Grupos de Acção Local de vários países da União Europeia, proporcionando um fórum de reflexão, debate e cooperação entre organizações da sociedade civil interessadas nos grandes desafios que se colocam à Europa Rural no século XXI.

Cooperação LEADER

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Edição da DGADR e Minha Terra, publicada no âmbito do projeto Territórios em Rede II, com o apoio do Programa para a Rede Rural Nacional.

Terra Viva

 

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O programa “Terra Viva”, emitido pela TSF em 2011 e em 2014, reforça a aposta de comunicação da MINHA TERRA, divulgando e promovendo iniciativas de desenvolvimento local, em meio rural.

 

Territórios em Rede

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Territórios em Rede é a revista da Cooperação LEADER, editada no âmbito do projeto Territórios Rurais em Rede - financiado pelo Programa para a Rede Rural Nacional.

3 Projetos LEADER

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A publicação “3 Projetos LEADER” dá a conhecer projetos apoiados no âmbito daAbordagem LEADER nos Programas de Desenvolvimento Rural do Continente (PRODER), Açores (PRORURAL) e Madeira (PRODERAM). 





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Plano de Informação LEADER 2020

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Pessoas e Lugares

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O jornal Pessoas e Lugares é um projeto editorial e de comunicação da MINHA TERRA dedicado ao LEADER.

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Bolsa de Terras

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A Federação Minha Terra e 35 ADL associadas parceiras estão autorizadas para a prática de atos de gestão operacional (GeOP) da Bolsa de Terras.

Receitas e Sabores dos Territórios Rurais

 

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O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.





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