2020-01-22
Os Grupos de Ação Local ADREPES, A2S, PINHAL MAIOR e ATAHCA (na qualidade de entidade coordenadora do projecto), participaram entre 12 e 18 de janeiro numa visita de estudo a S. Tomé e Príncipe, com o objectivo de encetarem contactos com várias entidades daquele país ligadas ao desenvolvimento local que permitam implementar um futuro projecto de cooperação sobre a temática da Valorização dos Sistemas Alimentares Locais, através da promoção de trocas de experiências entre os vários territórios envolvidos no que diz respeito à produção, transformação e comercialização em circuito curto dos produtos agrícolas e agroalimentares locais. Este intercâmbio inicial decorreu no âmbito das actividades preparatórias do projecto "SAL - Sistemas Alimentares Locais" cofinanciadas pela medida LEADER do PDR2020.
Durante a visita foram realizados contactos e reuniões com a Embaixada de Portugal em S. Tomé e Príncipe e com o Ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural de S. Tomé e Príncipe, Francisco Martins dos Ramos, assim como com um conjunto diversificado de entidades locais, entre as quais se destaca:
Os representantes dos quatro Grupos Ação Local portugueses divulgaram junto de entidades locais Santomenses as suas experiências e conhecimentos desenvolvidos e adquiridos aos longo de mais de 20 anos, em matéria de produção e transformação de produtos agrícolas locais, agricultura sustentável, comercialização de proximidade e promoção e divulgação dos produtos endógenos, desenvolvimento de sistemas de certificação e garantia, assim como contactaram com diversas experiências que estão a ser desenvolvidas em S. Tomé e Príncipe dentro destas temáticas.
A visita foi concluída com sucesso através da assinatura de um protocolo e cooperação entre as entidades nacionais e a ADAPPA – Associação para o Desenvolvimento Agropecuário e Proteção do Ambiente, como entidade local interlocutora e parceira deste futuro projecto de cooperação transnacional a desenvolver entre os dois países.
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]