Projeto SCAPEFIRE propõe um novo modelo de ordenamento do território

2019-04-15

Decorreu no dia 5 de abril no Salão Nobre do ISA – Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, a primeira reunião do projeto SCAPEFIRE, cuja parceria integra a Federação Minha Terra.

O projeto que visa propor um modelo de ordenamento do território rural que permita a prevenção de incêndios, atendendo à sustentabilidade ecológica, económica e social da paisagem, reúne numa parceria abrangente o meio académico e de investigação – Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Universidade de Évora, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa e Fundação Pau Costa, Direção-Geral do Território –,o poder autárquico, através das Câmaras Municipais da Pampilhosa da Serra e de Leiria, e o associativismo para o desenvolvimento local, através da Federação Minha Terra.

A reunião que teve como objetivo a apresentação do projeto e do plano de ação, assim como a interação entre os diferentes parceiros, contou com um conjunto de intervenções técnico-científicas de diversas entidades parceiras do projeto. Assim, abordou-se o modelo português de ordenamento do território e a sua responsabilidade na ocorrência de incêndios florestais, a importância da vegetação autóctone para tornar as paisagens mais saudáveis e prevenir grandes incêndios, os efeitos do fogo na paisagem e a adaptação da arquitetura aos desafios do fogo, mas também o envolvimento dos cidadãos nos processos de desenvolvimento da ciência e de tomada de decisão e a utilização de ferramentas cartográficas na definição de um novo modelo de ordenamento do território.

Para além da apresentação do projeto e das intervenções técnico-científicas a reunião contou ainda com vários momentos de discussão e debate.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]