2017-01-02
Repórteres do PÚBLICO percorreram o interior do país para ir ao encontro de pessoas envolvidas no desenvolvimento dos seus territórios, dando origem à série “Repensar o Interior” composta por trabalhos jornalísticos publicados no diário nacional ao longo de cinco dias, de 26 a 31 de dezembro de 2016.
A Bolsa de criação jornalística sobre desenvolvimento relativa ao lote 1 – Portugal foi atribuída à proposta Despovoamento do interior de Portugal de Ana Cristina Pereira e Margarida David Cardoso, respetivamente jornalista e estagiária do PÚBLICO. O concurso, que já vai na segunda edição, é uma atividade do Projeto Aquele outro mundo que é o mundo – o Mundo dos Media e o Mundo do Desenvolvimento, que tem como objetivo geral contribuir para a melhoria da qualidade da relação média e desenvolvimento, divide-se em três lotes – Portugal (1), Europa (2) e África (3). Os promotores do projeto, financiado pela Instituto Camões - Cooperação Portuguesa e co-financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, são a Associação para a Cooperação Entre os Povos (ACEP), a Associação Coolpolitics, o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra (CEIS20/UCoimbra) e o Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa (CEsA-ISEG/ULisboa).
Artigos da série Repensar o interior, publicada no PÚBLICO, entre 26 e 31 de dezembro de 2016:
“O problema começa logo nas nossas cabeças”, diz o geógrafo João Ferrão. Primeiro de uma série de trabalhos sobre desenvolvimento do interior, numa altura em que o tema está em discussão pública. (26/12)
O PÚBLICO percorreu o país por dentro, do Nordeste Transmontano à serra algarvia. As reportagens serão publicadas ao longo dos próximos cinco dias – uma por dia, até sábado. (26/12)
Proposta apresentada pelo PSD em Julho ainda está na Assembleia da República e vem ao de cima no debate sobre o Programa Nacional de Coesão Territorial. (26/12)
Há quem garanta que faz falta uma lupa para enxergar o mundo rural. “O emaranhado legislativo é tão forte que, nos mercados locais, é muito difícil quem está a vender os seus produtos saber se está a cumprir as regras”. (26/12)
Alfândega da Fé actua em várias frentes para criar emprego associado aos produtos endógenos. Segundo de uma série de seis trabalhos sobre desenvolvimento do interior. (27/12)
Há 40 anos, era um contínuo de 300 hectares quase todo na mão da cooperativa agrícola. A fruta era tão boa que chegou a servir de recheio ao chocolate "Mon Chéri". Mas o pomar não foi reabilitado. Não apareceram novos produtores. Agora, a cereja está outra vez a ganhar importância. (27/12)
Cidade conta com a Universidade da Beira Interior para atenuar Inverno demográfico. Terceiro de uma série de seis trabalhos sobre o desenvolvimento do interior do país. (28/12)
Dono de antiga fábrica de lanifícios transformou espaço numa “fábrica de cultura”, o New Hand Lab. (28/12)
Fundão tem uma estratégia integrada para atrair empresas e mão-de-obra qualificada ao mesmo tempo. Quarto de uma série de seis trabalhos sobre o desenvolvimento do interior do país. (29/12)
Fundão está a crescer e o autarca já diz que há "carência de casas" para acolher todos os jovens que a terra está a acolher. (29/12)
Góis terá, a partir de 2 de Janeiro, nove circuitos fixos de autocarro que vão abranger as quatro freguesias do concelho. Em Janeiro, o mês piloto, o transporte será gratuito. (29/12)
Incentivos financeiros poderão fazer médicos pensar na mudança para longe dos centros urbanos. Quinto de seis artigos sobre desenvolvimento do interior. (30/12)
Carolina Santos estudou medicina na República Checa, fez a especialidade em medicina geral e familiar em Beja e ficou. (30/12)
Ministério da Saúde já mostrou abertura a "incentivos à formação ou lugares de carreira" propostos pelo órgão da Ordem dos Médicos. (30/12)
Dulce Neutel é neurologista do Hospital do Espírito Santo, em Évora, e mora no Centro de Lisboa. Conta, na primeira pessoa, como o nascimento da filha, há meio ano, a está a fazer repensar este vaivém. (30/12)
Universidade do Algarve lançou Projecto Querença há cinco anos, mas nenhum jovem se mudou para o barrocal nem para a serra algarvia. Último de seis trabalhos sobre desenvolvimento do interior. (31/12)
É preciso criar emprego e habitação para travar o despovoamento. (31/12)