Agentes no Ribatejo Interior refletem sobre temáticas ligadas a Castelo do Bode

2023-05-09

A TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior dinamizou, no passado dia 27 de abril, no Bairro ao Rio, em Aldeia do Mato (Abrantes), um workshop com agentes do território para a partilha de informação e sensibilização para temáticas relevantes para a Albufeira de Castelo do Bode, no âmbito do projeto de cooperação transnacional Turismo Náutico de Águas de Interior – Barragens & Lagos (TNAI). 

A iniciativa debruçou-se em questões relacionadas com a água, agricultura, floresta, turismo náutico e desenvolvimento sustentável com o objetivo de sensibilizar a população para a reflorestação com interesse turístico e práticas agrícolas amigas do ambiente. 

Para a sessão foram convidadas diferentes entidades públicas e privadas com intervenção no território, como os municípios de Abrantes, Constância e Sardoal, as Associações de Agricultores, Comercial e Empresarial e de Empresários de Castelo do Bode, a Comunidade Intermunicipal do Medio Tejo, o Núcleo Regional do Médio Tejo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, o Fórum Oceano, a empresa de animação turística Ponto Aventura e o restaurante Bairro ao Rio. 

O workshop foi bastante debatido, que permitiu indicar a aposta no turismo ativo e desportivo e na criação de infraestruturas para sua fruição durante todo o ano como um caminho para o combate à sazonalidade de turistas e visitantes, tendo em atenção que a pressão imobiliária, questões burocráticas e legislação condicionam a atividade turística na albufeira. Também, foi apontada a boa gestão agrícola e florestal (com a água como fator limitante e a proteger) para a diminuição da ocorrência de incêndios rurais e de outras problemáticas, considerando-se as Áreas Integradas de Gestão da Paisagem (AIGP) como uma boa oportunidade. 

Pela sessão abordou-se diferentes questões como a gestão da paisagem, os eixos turísticos no território (cultural, religioso e náutico), a gestão e organização de produtos turísticos, uma abordagem dos empresários do setor para o turismo de bem-estar, a Grande Rota do Zêzere, a estação náutica e outras potencialidades da região, a desertificação e o despovoamento, a biodiversidade e a importância do trabalho em rede dos diferentes intervenientes na área. 

As reflexões desta iniciativa serão espelhadas novo documento estratégico da TAGUS para o PEPAC 2023-2027. 

O projeto TNAI, em cuja atividade esteve inserida, termina no final de junho.  Apoiado através da operação 10.3.1 – Cooperação Interterritorial e Transnacional dos Grupos de Ação Local, medida 10 – LEADER, do PDR2020 – Programa de Desenvolvimento Rural, e cofinanciada pelo FEADER – Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural, surgiu com o objetivo de promover os territórios envolventes aos planos de água das maiores barragens e lagos da Península Ibérica, envolvendo além da TAGUS, mais 8 associações de desenvolvimento local portuguesas e 2 espanholas.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]