2014-12-17
O Documento de Posição de Portugal sobre a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015 das Nações Unidas, que irá substituir os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, foi aprovado em Conselho de Ministros.
Resultado de um processo participativo, que envolveu quer os ministérios setoriais, quer representantes de organizações públicas e da sociedade civil, o documento serve para apresentar a posição portuguesa sobre o processo, áreas focais, objetivos e metas, a ser defendida por Portugal, nas discussões internacionais em que os diversos ministérios são chamados a participar.
Não se tratando de um documento fechado, pretende-se que o Documento de Posição de Portugal sobre a Agenda Pós 2015 possa evoluir de acordo com as negociações - quer no âmbito da UE quer no contexto das Nações Unidas e outro – e assim adaptar-se ao próprio processo dinâmico e evolutivo que caracteriza uma agenda desta natureza.
Espera-se, assim, que o conjunto das organizações, públicas e da sociedade civil, que contribuiu para a dinamização e construção do processo de consulta pública da Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, possa continuar a trabalhar, em parceria, respondendo aos diferentes desafios e exigências não só internacionais mas também nacionais, tendo em conta o caráter universal desta agenda e a sua aplicação a todos os países, independentemente do seu grau de desenvolvimento.
Recorde-se que os contributos da sociedade civil portuguesa, decorrentes do processo da consulta pública sobre a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, promovido por várias organizações, públicas e da sociedade civil, entre as quais a Federação Minha Terra, foram dados a conhecer em Lisboa, a 7 de julho, num evento final, aberto ao público, de apresentação de resultados da consulta, dinamizado entre os meses de maio e junho, através da realização de encontros em vários pontos do país e de um questionário online aberto à participação de todos.
Documentos Anexos:
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]