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Q3 - Qualificar o 3º Sector

O Q3 é um projecto nacional, que visa desenvolver as competências das pessoas e das organizações do 3º Sector, melhorando a qualidade das suas prestações, a eficácia da gestão e contribuindo para a sua competitividade e sustentabilidade, através de processos participados e sustentados de consultoria e formação.

O 3º Sector tem uma importância social e económica fundamental na economia e na sociedade portuguesa, porque promove o desenvolvimento local, presta serviços de proximidade e cria emprego. Em 2002, teve despesas que representavam 4,2% do PIB; envolve cercar de 250.000 trabalhadores, dos quais 70% são remunerados e 30% são voluntários. Mas este é também um sector com debilidades, p.e., em termos de gestão, comunicação, liderança, estratégia, financiamento, equipamentos e instalações. Estas debilidades podem colmatadas com um programa de apoio ao desenvolvimento e à qualificação, das pessoas e das organizações, integrado medidas de formação e consultoria.

Por isso, criámos o Q3, que:

- é um projecto nacional, em execução nas regiões Norte, Centro, Alentejo e Algarve, entre 2008 e 2010;
- vai envolver 110 entidades do 3º Sector, nestas 4 regiões;
- cada entidade vai participar numa intervenção, realizada de acordo com um Modelo, com várias fases: recrutamento e selecção, realização de um diagnóstico, elaboração de uma plano de desenvolvimento e implementação de medidas;
- este Modelo de Intervenção Q3 é a metodologia que serve de base à intervenção nas entidades e já foi testado, com bons resultados, em 20 entidades do 3º Sector;
- a intervenção tem uma duração de 9 meses a 1 ano, durante as quais se realizam (em média) 100 horas de consultoria e 240 horas de formação;
- requer a participação activa de toda a entidade intervencionada, dirigentes e colaboradores, nas várias fases da intervenção,
- todas as actividades são avaliadas externamente e validadas internamente;
- todos os intervenientes têm competências certificadas, para poder actuar de acordo com os procedimentos previstos, de modo a garantir a qualidade e a eficácia da intervenção.

Parceria

A Parceria que implementa o projecto Q3 - Qualificar o 3º Sector, teve origem em 2001 para conceber o Modelo de Intervenção tendo, desde então, continuado a aprofundar-se com a participação conjunta em vários projectos e actividades. Em 2006 elaborou e disseminou a Proposta de Criação do Programa Q3 - Qualificar o 3º Sector e, em 2008, apresentou e viu aprovado pelo POPH o projecto Q3 – Qualificar o 3º Sector, que está presentemente a gerir de acordo com uma estratégia de trabalho partilhada e implementada a nível nacional.

Esta Parceria congrega um conjunto 8 entidades com competências específicas e complementares entre si, motivadas por uma estratégia de trabalho baseada na cooperação, participação, organização e solidariedade entre os seus membros e com forte potencial de disseminação. Integram a Parceria, as seguintes entidades:

- a AEP Associação Empresarial de Portugal, com sede no Porto,
- a CPCCRD Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, com sede em Lisboa,
- a FENACERCI Federação Nacional das Cooperativas de Solidariedade Social, com sede em Lisboa,
- o IEBA Centro de Iniciativas Empresariais Beira Aguieira, com sede em Mortágua,
- a IN LOCO Associação de Desenvolvimento Local, com sede em S. Brás de Alportel,
- o IPN Instituto Pedro Nunes, com sede em Coimbra,
- a MINHA TERRA Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local, com sede em Lisboa e
- a UTAD Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, com sede em Vila Real.

Financiamento

O Q3 é financiado pelo POPH - Programa Operacional do Potencial Humano, Eixo Prioritário 3, Tipologia de Intervenção 3.1.2 - Programa de Formação- Acção para Entidades da Economia Social (na totalidade foram aprovados 12 projectos nas regiões Norte, Centro, Alentejo e Algarve).

Modelo de Intervenção Q3

Este Modelo de Intervenção é uma metodologia de intervenção em organizações, para a realização de diagnóstico organizacional, plano de desenvolvimento e implementação de medidas correctivas. É baseado em actividades de consultoria formação, definidas e implementadas à medida das organizações intervencionadas.

A mais valia desta metodologia é promover a melhoria das organizações e das pessoas que nelas colaboram, ao nível da gestão e do funcionamento interno, através de processos participativos e capacitadores, que motivam para a mudança, inovação, criatividade e aprendizagem contínua.

O Modelo assenta em dois princípios básicos:

- 1º) a participação dos membros da entidade destinatária - dirigentes e colaboradores/as, em conjunto com consultores/as e formadores/as, em todas as fases e respectivas actividades da intervenção, através da promoção de reuniões, entrevistas, encontros, contactos e sessões colectivas;

- 2ª) a sustentação da intervenção em dados e informações fornecidas pelas pessoas, possibilitando estabelecer uma relação entre pontos de partida – problemas identificados na organização – situações desejadas – objectivos a atingir e resultados obtidos, mensuráveis em termos de impactos e verificáveis a partir de indicadores previamente definidos.

O Modelo procura, assim, soluções adaptadas e criativas, deixando no final da intervenção, competências e ferramentas que permitem continuar os processos de aprendizagem e de melhoria contínua

Objectivos

As entidades que participarem no Q3 vão desenvolver as competências das pessoas e da própria organização, melhorando a qualidade das suas prestações, a eficácia da gestão e contribuindo para a competitividade e sustentabilidade. Ao passar pelas várias fases da intervenção e através de acções de consultoria e formação, vai actuar-se sobre:

- as formas de organização e gestão,
- a cadeia de valor dos serviços,
- a integração das TIC,
- a melhoria de processos tendentes à certificação de qualidade,
- o desenvolvimento de competências internas: formação e desenvolvimento para dirigentes e formação específica para colaboradores/as,
- os modelos de cooperação inter-institucional.

No final da intervenção, estas entidades terão resolvido um conjunto de problemas, melhorado o seu desempenho e ficarão com competências para continuar a melhorar.

Algumas actividades do projecto

- Seminário Sistemas de Qualidade para o 3º Sector 30 de Junho de 2009, pelas 9h30, nas instalações da AEP em Leça da Palmeira

- Encontro Formação-Acção para a Economia Social 23 de Maio de 2009, pelas 9h30 no Auditório dos Bombeiros Voluntários de Peniche

- Projecto Q3 discute apoios ao 3º Sector no âmbito do QREN, MAISCENTRO e POPH

- Workshop Temático Apoios ao 3º Sector no QREN, MAISCENTRO e POPH Mar. 2009

- Lançamento do Projecto Q3 - Qualificar o 3º Sector 29 de Outubro de 2008, na AEP, em Leça da Palmeira

- Q3 - Condições de participação Set. 2008

- Qualificar o 3º Sector Maio 2008

Informações

- http://q3.org.pt

Parceria

Financiamento

  • A PAC pós 2013 - Conferência sobre o debate público

    19 e 20 de Julho de 2010, em Bruxelas

    Esta conferência procurou debater e tirar algumas conclusões do debate público sobre a política agrícola pós-2013, lançado pela Comissão Europeia em Abril, com base nas quatro questões essenciais seguintes: «Para que é necessária a PAC? Quais são as expectativas dos cidadãos em relação à agricultura? Porquê reformar a PAC? De que instrumentos necessitamos para a PAC de amanhã?» O debate pretendeu proporcionar uma plataforma de discussão útil antes de a Comissão elaborar a sua comunicação sobre o futuro da PAC, que deverá ser publicada em Novembro de 2010.

  • Posição da ELARD sobre a PAC pós-2013

    A ELARD - Rede Europeia de Desenvolvimento Rural (European Leader Association for Rural Development) apresentou a versão final do seu documento de posição sobre a reforma da PAC pós-2013. A ELARD acredita que o LEADER não é simplesmente mais um programa da UE, mas uma solução para os problemas das zonas rurais na Europa. A este respeito, sustenta uma tomada de posição que é escrita do ponto de vista dos seus objectivos e as opiniões dos seus membros.

  • A Politica Agrícola Comum pós-2013

    A sua opinião faz a diferença

    Está em curso a discussão pública sobre a PAC pós-2013. Os 27 Estados Membros da União Europeia estão envolvidos no debate sobre o futuro da mais antiga política da União e da que envolve maiores recursos financeiros. Pela primeira vez, e de acordo com os poderes que lhe são atribuídos pelo Tratado de Lisboa, o Parlamento Europeu, terá uma palavra decisiva neste processo.

  • Seminário Que Futuro para a Política de Desenvolvimento Rural

    26 de Maio de 2010, no Auditório Central da Estação Agronómica Nacional, em Oeiras

    A Rede Rural Nacional organiza este Seminário no âmbito do debate da Rede Rural Europeia relativo ao futuro da política de desenvolvimento rural.

    Este debate é integrado no debate mais amplo de reforma da PAC lançado pelo Comissário Europeu da Agricultura Dacian Ciolos no passado dia 12 de Abril, aberto até Junho, e que culminará numa Conferência em meados de Julho.